A TIS emitiu esta terça-feira um alerta sobre os riscos que a ausência de políticas claras de soberania e governação de dados representa para a continuidade operacional das empresas, sublinhando que falhas na gestão da informação podem resultar em paragens operacionais, perdas financeiras significativas e problemas de conformidade.
Em comunicado enviado à redacção, a empresa destaca que a crescente digitalização e modernização tecnológica tornaram os dados operacionais tão críticos quanto as infra-estruturas físicas. Embora os sistemas digitais tragam ganhos evidentes de eficiência, a TIS alerta que estes aumentam igualmente a exposição a riscos técnicos e operacionais, sobretudo em ambientes industriais.
Segundo a empresa, falhas no acesso ou na recuperação de dados podem interromper linhas de produção, provocar paragens em plataformas digitais ou comprometer o fornecimento de serviços essenciais. A TIS chama ainda a atenção para a dependência de fornecedores externos sem garantias contratuais sólidas em matéria de continuidade de serviço e recuperação de dados, situação que pode levar à perda de controlo sobre informação estratégica.
“A soberania de dados é hoje uma questão de competitividade e de resiliência operacional. Quando uma empresa não controla onde estão os seus dados e como podem ser recuperados, arrisca-se a paragens prolongadas, perda de informação estratégica e custos elevados”, afirma Willian de Oliveira, CEO da TIS, citado no comunicado.
A complexidade do cenário aumenta, segundo a empresa, quando o tráfego digital é processado fora do país e posteriormente devolvido aos utilizadores finais. Este percurso pode introduzir latência adicional, maior dependência da conectividade internacional e uma vulnerabilidade acrescida a interrupções, mesmo em serviços prestados localmente.
Nos sectores industriais, a TIS sublinha que a latência e o tempo de recuperação dos sistemas têm impacto directo nos resultados financeiros. Atrasos de segundos ou minutos podem traduzir-se em perdas relevantes quando afectam sistemas de automação, controlo industrial ou análise em tempo real.
Para mitigar estes riscos e reforçar a resiliência operacional, a empresa defende a adopção de uma abordagem integrada à governação de dados. Esta deve centrar-se na disponibilidade dos sistemas críticos, na definição de objectivos claros de recuperação, no controlo da latência e na avaliação do custo total de operação, incluindo o impacto financeiro de eventuais paragens.








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